segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em uma consulta de rotina, enquanto folheava aleatóriamente as páginas de uma revista – na expectativa de ser atendida brevemente -, ouvi a secretária perguntar a uma paciente: profissão?  A resposta veio em tom baixo e tímido… “do lar”  Como? – pensei! 
Tudo depende da interpretação que damos aos fatos.  Nesse caso, era evidente que aquela moça, com pouco mais de trinta e cinco anos,  não estava nada à vontade em “ouvir de sua própria voz”, aquilo que não sabia valorizar em sua vida: a atividade que ela exercia. 

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